Pricipios

Entidade Nacional de Estudantes de Biologia

– Carta de Princípios – 

  1. Discordamos de qualquer sistema sócio-econômico que seja baseado na exploração insustentável sobre a vida, na exploração do ser humano pelo ser humano, na privatização e mercantilização dos recursos naturais, pessoas e valores, como é no sistema capitalista, e lutamos pela superação desse modelo.
  1. Buscamos uma eqüidade social, encampando lutas por um sistema justo e sustentável para todas/os.
  1. Somos contra o individualismo e acreditamos na organização coletiva como forma de superação das nossas contradições sociais.
  1. Defendemos a utilização autônoma dos meios de produção pela classe trabalhadora.
  1. Defendemos uma mídia democrática, transparente, e instigadora de uma consciência crítica e popular. Que não sirva de instrumento de dominação ideológica e não comercialize informações e modelos.
  1. Assumimos o movimento estudantil como movimento social por objetivar a construção de um novo projeto de sociedade, em parceria com os demais movimentos populares, sem ferir nossa identidade e nossos princípios, nossa liberdade, nossa autonomia e pautas estudantis.
  1. Defendemos uma formação de todas/os as/os biólogas/os fundamentada nos princípios éticos de respeito à vida.
  1. Reconhecemos o ser humano como integrante da natureza e agente transformador da mesma.
  1. Reconhecemos, frente ao cenário de destruição da biosfera pelo ser humano, a responsabilidade desse pela manutenção e restauração da biodiversidade.
  1. Objetivamos o uso sustentável dos recursos naturais, assim como o resgate e a valorização das culturas tradicionais de respeito à Terra.
  1. Afirmamos a não dissociação das problemáticas social, ambiental e econômica.
  1. Defendemos a autonomia e soberania das comunidades sobre sua cultura e ambiente que ocupam ou que historicamente lhes cabe, sob uma lógica de convivência harmônica que possibilite não só a conservação do espaço como também a manutenção da comunidade de forma digna.
  1. Lutamos pelo fim da concentração fundiária, a fim de atender a uma distribuição igualitária das terras na qual todas/os tenham acesso ao uso sustentável dessas.
  1. Defendemos a construção da agroecologia como instrumento de luta que garanta a emancipação do trabalhador e trabalhadora, disseminando técnicas e práticas de manejo contextualizada com suas realidades, que respeitem a dinâmica natural do meio ambiente, com o intuito de despertar uma nova ética ecológica nos seres humanos, que priorize valores socialmente justos, ambientalmente seguros e economicamente viáveis. . (Modificado em: ENEB 2010).
  1. Defendemos a educação pública, gratuita, laica, socialmente referenciada e de qualidade, com caráter emancipatório e transformador.
  1. Defendemos o acesso e a permanência dignas para todas/os nas instituições de ensino.
  1. Defendemos a implementação de políticas públicas que garantam o acesso e a permanência de grupos sociais historicamente desfavorecidos.
  1. Defendemos o ensino voltado para a formação de sujeitos críticos e atuantes, que possibilite a construção e a prática de metodologias participativas e que busque a integração dos conhecimentos numa perspectiva totalizante.
  1. Defendemos uma formação que leve o indivíduo a refletir e a atuar conforme as reais necessidades do seu meio social, e que garanta que cada um contribua de acordo com as suas possibilidades e seja atendido segundo as suas necessidades.
  1. Defendemos a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão.
  1. Acreditamos que a diversidade entre os seres humanos deve ser respeitada. Entendemos o respeito à diversidade como a livre expressão e manutenção de tradições e costumes de uma dada sociedade, desde que essa livre expressão não tenha como conseqüência a opressão de outras tradições e costumes.
  1. Somos contra o processo de naturalização de toda e qualquer forma de opressão, seja ela de classe, origem nacional, gênero, etnia, religião, orientação sexual e política.
  1. Defendemos o feminismo como ferramenta de combate ao patriarcado e lutamos pela liberdade, emancipação e autonomia das mulheres, considerando a diversidade e respeitando as particularidades de cada uma. Entendemos a sororidade, o protagonismo e o empoderamento feminino como princípios fundamentais na luta contra o machismo. (Incluído no ENEB 2015).
  1. Não a mercantilização das relações humanas.

 

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